beckyene

Mãe tem de todo tipo

Publicado por: beckyene em: 15 15UTC Julho 15UTC 2009

Há algum tempo atrás eu postei aqui sobre as pessoas que embora nunca tenham te visto na vida, ao te verem com uma criança pequena, especialmente bebê, se acham complenos direitos de dar as mais diversas opiniões e conselhos, quando não contar histórias bizarras- isso costuma acontecer quando você está grávida, sempre tem alguém com uma história bizarra para contar…

Birra de bebê

Hoje eu estou do outro lado. Me segurando para não agir como essas pessoas, passei maus bocados ontem. Primeiro sentou uma mulher do meu lado no ônibus com um bebezinho pequeno, segurando ele por trás, numa posição em que ele ficava sentadinho num braço da mulher, e sua cabecinha na direção da barra que fica acima dos assentos. Brinquei com o bebezinho e perguntei à suposta mãe quantos meses ele tinha. “-Três”, ela respondeu e fechou a cara. Eu fiquei comigo pensando e rezando para que motorista não tivesse que freiar bruscamente, porque certamente, iria acontecer uma tragédia. Ainda fiquei super encucada, imaginando aquela mulher sem bolsa, sem nada nas mãos, desacompanhada, apenas com o bebezinho. E se ele sentisse sede? Ou fome? Se sujasse as fraldas? Tentei ignorar meus instintos maternos ( ou seria senso de responsabilidade?) Para minha surpresa, a mulher foi do meu bairro até o centro da cidade e desceu na praça Sete de setembro, lotada, em plena terça feira.

Tentei ignorar todas as possibilidades que teimavam em passar pela minha cabeça…

Algum tempo depois fui nas Lojas Americanas. Como sempre lotada, cheia de adolescentes, com promoções e filas enormes. Qual não foi a minha surpresa ao ver outra mulher com um bebezinho bem pequeno no colo, olhando so preços de bonecas e bichinhos de pelúcia. Como ela estava distraída, a cabecinha do pequeno escapava um tanto de seus braços e  pendia para trás. Calculei que este também devia ter menos de três meses,  a firmeza do pescoço aparece ao final do terceiro mês e este bebê certamente não tinha chegado nessa fase ainda.

Obviamente segui meu caminho, sem falar nada, mas fiquei engasgada. Eu sei que é complicado julgar, a gente nunca sabe a situação das pessoas. O que eu sei é que sair com um bebezinho de casa que ainda não completou quatro meses de vida e levá-lo a lugares como shopping ou o centro da cidade não pode ser algo bom. Para fazer isso, eu precisaria de um excelente motivo. Esses casos foram emblemáticos para mim, mas não são os únicos. Sempre vejo pessoas no centro, na feira, no parque municipal (num domingo!!!) com bebês pequenos e fico um tanto indignada.

Lembro que quando minha cachorrinha chegou aqui a veterinária pediu que só levássemos ela para passear após todas as vacinas quando ela completou seis meses. Isso foi um cachorro!

Ser mãe não é fácil e não há escola para isso, mas bom senso  é sempre fundamental.

Separados pelos estereótipos

Publicado por: beckyene em: 10 10UTC Julho 10UTC 2009

Tive que escrever sobre este filme The break up que em português virou “Separados pelo casamento”, de tão abismada que fiquei. Não acreditei que pudesse ser tão ruim, então continuei assistindo até o final para realmente acreditar que era mesmo muito ruim.

Que hollywood anda sem muita imaginação nos últimos anos, isso não é lá novidade nenhuma. Ok, comédia romântica, filme para mulherzinha, blablabla. Mas pelo amor de Deus, respeitem a nossa inteligência. Um filme tão carregado de estereótipos, tão tão tão óbvios, que chegam a ser irritantes. Nem Meg Ryan nos seus melhores anos fez uma comédia romantica tão óbvia. Fala sério, nem mesmo “you got mail” ou “sleepless in Seattle”.

Ah, a mulher que trabalha com arte, gosta de balé, é super sensível, vai ao futebol só pra agradar o namorado, o que ela ouve de mais pesado é Alanis Morrisete, cozinha, trabalha, cuida da casa. O cara? Joga GTA e supercopa todo o tempo em que não está trabalhando, é um porco, não presta a menor atenção no que a namorada fala, tem atitudes de menino que virou homem e não amadureceu nem um centimetro, adora tomar cerveja e quer ter uma mesa de sinuca na sala de estar da casa. Esse é o roteiro original e  genial de “separados”.

breakup

Enfim e obviamente eles brigam e continuam morando juntos enquanto o apartamento é posto à venda.  As piadas são fracas e again, óóóóóóbvias… Oh, e deixa eu fazer uma coisa terrível e estragar o final pra vcs…

ESSE É UM BIG SPOILER!!!

No fim do filme o cabeça oca do marido pede desculpa, tem um wake up call e muda completamente. Ela fica toda derretida mas não volta pra ele, resolve que vai dar um jeito em sua vida, sai do trabalho e vai viajar pelo mundo. Taí, a única “surpresa” do filme. Eles não ficam juntos no final.

Então aqui vai um conselho de uma mulher pouco experiente que está casada por alguns aninhos apenas:

Se seu marido fala querida vamos deixar os pratos pra lavar amanhã de manhã, deixe os malditos pratos pro dia seguinte! E se ele nunca lavar os pratos… Porque vc vai lavar? Compre pratos descartáveis, deixe o milagre da vida (chamado mofo) florescer na sua pia…

-Se ele gosta de video game e vc não, arrume algo que gosta pra fazer no seu tempo vago também! Vai tricotar, fazer palavras cruzadas, alisar o cabelo…

-Se ele deixa as roupas espalhadas, porque vc tem que catar? Deixe lá até segunda feira e quando ele tiver que trabalhar com a roupa imunda pela terceira vez, talvez ele se toque…

-Se ele não tem idéia de como fritar um ovo, fique doente um dia e deixe ele pensar no almoço, ou melhor vai ditando passo a passo da cama como fazer uma lasanha ou alguma comida que vc possa ditar passo a passo ( de preferência dummie-prove)

E se nada disso funcionar, pelo amor de Deus, converse francamente! E arrume um marido que vc tem alguma coisa em comum!!!

E, por fim, por favor Jennifer Aniston, para de fazer a Rachel!

Tem coisas que não dá pra ouvir calada…

Publicado por: beckyene em: 9 09UTC Julho 09UTC 2009

Vou te falar uma coisa, deve ser o próprio demo tentando me chatear viu? Puxa vida!
A criatura chega aqui em casa com um papo de que agora as mães (da igreja dela, umas das mais fechadas que eu já vi) estão alfabetizando as crianças em casa, detalhe crianças da idade da Olívia (um ano!). Eu expliquei a ela que crianças da idade da Olívia ainda não tem condições de ser alfabetizadas, sequer começaram a falar direito. Mas ela teimou e disse que sim, que as crianças podiam aprender a falar e ler ao mesmo tempo.

Eu expliquei a ela, Chomsky, aquisição da linguagem, Jean Piaget, pedagogia da linguistica, mas nada. “Nããão, mas agora tem uma teoria nova aí que vc ensina as crianças em casa antes delas aprenderem a falar, vc já ensina elas a falar e ler ao mesmo tempo” ai minha paciência…

Lá fui eu de novo, explicar aquisição da linguagem, teoria das idades (incrível como de repente tudo que estudei anos atrás veio em minha mente assim)  que somente a partir dos 4 anos as crianças passam a entender a lógica da linguagem, que até então o que se faz é associação e repetição, que entre os 4 e os cinco anos a criança passa a criar sentenças e desenvolver a lógica da gramática em sua mente, daí vem o “eu sabo” os chamados erros de desenvolvimento ( eu estava até estudando isso para a prova outro dia os developmental mistakes), e ela assentia mas quando eu parava de falar e eu perguntava entendeu? Ela me dizia:

“Sim, mas agora o pessoal lá tá fazendo diferente… Inclusive tem uma mulher lá que o filho dela tinha síndrome de down e os medicos desenganaram, falaram que ele nunca ia poder aprender nada (!?) Aí ela ensinou ele desde pequeno e ele já sabia ler melhor que um adulto aos (????!!!) dois anos… Aliás vc sabe que esse negócio de escola não adianta nada né? Se eu não quiser, ninguém me obriga a colocar meus filhos na escola”

Nesse momento meu coração simplesmente parou de bater. O quê?  Como assim? Mas é lei, meu bem. As crianças precisam ir para escola, é direito delas, é importante para a vida delas…

E ela continuou… “Ah, mas tem um pessoal lutando para acabar com essa lei”

Que pessoal menina? Lutando pra acabar com o quê? A obrigação de levar as crianças pra escola?

“É porque tem uma familia lá na igreja que os filhos do casal são adolescentes, tem treze e catorze anos e nunca foram pra escola e o pessoal aí do estado (!!!!!?????) foram aplicar uma prova super difícil pra eles e eles acertaram tudo! Ninguém precisa de um papel dizendo que fez segundo grau só pra passar nessas provas”

Mas criatura escola não é só diploma, papel não, tem a questão de conviver, socializar as crianças, no mundo inteiro é assim…

“Uai, socializa em casa com os primos, na rua…” (vc está imaginando minha cara? Minha indignação, meu espanto, minha revolta??!!) Mas menina, que futuro vão ter essas crianças sem um diploma de segundo grau, sem uma faculdade, sem um curso, sem nada, vão fazer o quê da vida?
“Ué, eu nunca terminei o segundo grau, fui lá e fiz uma provinha e tirei o diploma”

Ah, sim e agora vc é uma faxineira sem carteira assinada que divide um apartamento de um quarto e faz um curso técnico para ser auxiliar de radiologista, realmente vale a pena largar a escola! (ok, o comentário veio em minha cabeça, mas eu não tive crueldade suficiente pra falar)
“o que eu quero dizer é que ninguém precisa ir a escola, as crianças podem aprender tudo em casa com as mães!!! O pessoal lá tá fazendo assim agora” (Agora imagine, as mães que além de lavar, passar, cozinhar, varrer, limpar, arrumar, etc tem também que estudar e dar aulas aos filhos de todas as disciplinas claro, desde alfabetização até a oitava série. Que beleza!) Juro pra vc que minha vontade foi mandar essa criatura embora na hora, mas ao invés disso eu não aguentei e vomitei: Isso é um absurdo, isso é crime, criar criança na rua enaltece a violência, o consumo de drogas e toda espécie de porcaria, vai confiando nesse povinho ignorante da igreja e vc vai ver onde isso vai te levar…”

Foi mal. Mas eu não aguentei. fiquei furiosa e sentei aqui pra estudar pras minhas aulas de hoje. Ainda bem que meus alunos não pensam assim…

Em luto pela morte do pop!

Publicado por: beckyene em: 26 26UTC Junho 26UTC 2009

mauwa_mjkpTive que encerrar esse jejum do blog para escrever sobre a morte do Pop. Há tempos que nem mesmo os próprios popstars dessa era pop que vai desde fim dos anos 70 até o fim dos anos 90 conseguem resgatar o que Elvis, Michael Jackson, Madonna, Pink Floyd, Beatles, Rolling Stones e tantos outros produziram.

Michael Jackson morreu ontem à noite e junto com ele o ultimo suspiro do pop. Não se faz pop mais como se fez e (me chamem de pessimista) não acredito que jamais voltem a fazer…

Michael, assim como Madonna, foi um ícone da minha geração, dos meus irmãos e amigos  e de milhões de pessoas mundo afora.

Sim, ele se tornou um freak. Ele era acusado de pedofilia, tinha claros problemas de auto-estima com sua transformação de raça bizarra, seus relacionamentos com crianças, sua família estranha, aquele pai asqueroso que tem na testa escrito “mau-carater/pai abusivo”. O cara era um compêndio de psiquiatria.

Mas ele tinha um dom musical fabuloso, isso é inegável. E suas músicas são daquele tipo que a gente fica se controlando pra não sair dançando.  Sua vozinha de criança cantando” Ben” é inacreditavelmente afinada. Suas danças em “Thriller” são absurdamente legais, mesmo 10, 20 anos depois.

E embora eu até acredite que ele poderia ser pedófilo, e que é asquerosa a transformação de negro em branco, que essa história de vitiligo é “pra boi dormir”, que pendurar um bebê com a cabeça coberta da janela é coisa de uma pessoa sem noção, apesar de tudo isso, eu só consigo ter pena.

Por favor me permitam ser brega, só um pouco…

Hoje, estou satisfeita por não ser milionária e ao invés disso ter amigos que gostam de mim sem qualquer motivo.

Imagine o que é crescer sem saber o que são amigos de verdade, cercado de pessoas interesseiras. Com aquele pai horrível. E, todos os que tem irmãos  sabem que ciúme acontece entre irmãos, mas quando você é o caçula e o país inteiro prefere você a seus irmãos… Bem, convenhamos, isso não é qualquer ciúme. Pode chegar a uma inveja de proporções desastrosas. E assim se constrói a história de ser humano com sérios problemas psicológicos e sociais.

Michael teve tudo (me perdoem a breguice, novamente) mas claramente não teve afeto. Não teve amigos, não teve um amor na vida. Triste morrer assim. Falido e sozinho. Triste.

Comentário em homenagem ao dia da mulher

Publicado por: beckyene em: 6 06UTC Março 06UTC 2009

mulheres-cerveja

Sabem como se chama uma mulher que numa quarta feira, as 9 e meia da manhã está sentada num bar tomando cerveja?…

pense bem…

….

Não sabe? Pois é. É porque mesmo a mais piriguete das mulheres, dificilmente se presta a esse papel. Tive esse pensamento enquanto voltava pra casa, depois de ter deixado minha filha na escola, numa quarta feira,  ter passado por sete ‘butecos’ e ter visto em todos eles algum homem sentado,  tomando cerveja (na melhor das hipóteses!) como se fosse um domingo.

Sério, acho que todo mundo merece tomar uma cerveja numa quarta de calor, as dez da manhã, mas verdade seja dita, nem todo mundo pode fazer disso um hábito. Não estou levantando bandeiras feministas, nem dizendo que todos os homens são assim. Mas fico pensando que essas cenas não causam estranheza à ninguém (além de mim!!). Mas e se fossem mulheres? Imagina aí, umas quatro donas de casa, sentadas tranquilas no bar, tomando cerveja e conversando, sem homens por perto. Será que essa cena iria passar assim tão despercebida também?

sem-titulo-1-copia1

Quem se ‘informa’ demais…

Publicado por: beckyene em: 5 05UTC Março 05UTC 2009

Outra dia a velhinha que mora ao lado da minha casa estava parada do lado de fora da casa, e quando fui chegando ela me perguntou se tinha algum homem (?!) na minha casa…

Para consertar a cerca elétrica da casa dela, claro. ahã. Perguntei como a cerca tinha estragado, e ela disse que não sabia mas tinha certeza que não estava funcionando. Ela tinha certeza que a cerca estava com defeito e eu não ia por minha mãozinha e tomar um choque só pra provar que ela tinha se enganado. E portanto ela preferia ficar do lado de fora da casa (perigoso demais ficar dentro de casa sem cerca!) esperando por alguém que pudesse consertar a cerca pra ela.

Me despedi dela e subi pra casa, com a imagem dessa senhora sentada no sofá, às quatro da tarde assistindo cidade alerta, aqui agora ou coisa que valha…

Ontem eu vinha voltando para casa e vi uma kombi branca vindo em minha direção,  com um loiro dos olhos claros dirigindo e  as letras  S V P gravadas em preto bem grandes na frente. Por alguns segundos me desesperei, meu coração bateu forte e quase me abaixei e me escondi, quando a kombi passou por mim e pude ver ao lado que a sigla na verdade era S S V P e significava Sociedade São Vicente de Paula, daqui mesmo da cidade, nada em suiço, nada a ver com política, nazismo e afins…

MEDO

MEDO

Meu Deus, o que a mídia está tentando  fazer com a gente???

conselhos…

Publicado por: beckyene em: 26 26UTC Fevereiro 26UTC 2009

A Isa já escreveu em seu blog que as pessoas se dão direitos de opinar sobre tudo em sua vida e do seu bebê quando você se torna mãe. Eu,  que  (admito) não sou a pessoa mais tolerante do mundo, tenho que redobrar meu esforço quando desconhecidos resolvem dar seu parecer só de olhar para minha filha. Quando os comentários vem de amigos, parentes ou pessoas conhecidas, ok, é normal, todos se sentem um pouco responsáveis, todos querem ver a pequena bem. Mas quando vem de pessoas que nunca te viram, não sabem nada sobre vc, nunca te dirigiram a palavra antes na vida, soam tão intrometidos quanto cômicos…

-é sua primeira filha?

-É sim.

-Ouça o que lhe digo, nunca, jamais, em hipotese alguma, a balance pra dormir.

-ok (fico até com medo de perguntar o que pode acontecer, caso eu faça!)


- Oi, é seu bebê?

-é sim.

-Ela é tão bonitinha. Quietinha é?

-sim, ela é tranquila.

-ah, por enquanto… (sorri e segui viagem. Não que eu acredite que minha filha vai ser quietinha e tranquila toda a vida, mas também não acho impossível… Detalhe: essa pessoa não tem filhos…)

-Porque ela está só de fraldinha? (dentro da minha casa)

-porque ela sente muito calor.

-Ah, mas vc devia colocar uma roupinha nela.

-Mas ela está suando, olha aqui.

-Mas ela tem que ir se acostumando a sentir calor, é assim mesmo. (ah, claro porque se estivesse frio eu teria que tirar a roupinha dela, afinal ela tem que se acostumar a sentir frio!?)

-Ela já está indo para a escolinha?

-sim, já tem algumas semanas.

-ah, eu espero que dê certo. (como assim ‘dê certo’ ? o que pode acontecer qando vc põe seu filho na escola e não dá certo???)


ausência

Publicado por: beckyene em: 20 20UTC Fevereiro 20UTC 2009

razão de minha ausência e de minha vida

razão de minha ausência e de minha vida

Parei de blogar por um tempo… Na verdade, minha vida deu uma nova guinada e eu fiquei assistindo, meio abobalhada, ainda sem saber o que fazer ou como reagir, minha barriga crescendo, coisas sendo compradas, mudanças na casa, mudança das pessoas, parar de estudar, parar de trabalhar… Uma nova pessoa chegou em minha vida e me deu uma missão: sua própria vida em minhas mãos. Não consigo pensar em nada mais sagrado, valioso e implicado de complexidades,  do que ser responsável por uma vida.

Agora, aos poucos, ainda em choque, retomo as minhas atividades, que agora parecem tão menores, o trabalho,  o estudo, os objetivos. Posso dizer sem medo, que estive por algum tempo, ausente de mim mesma, pois em mim só havia espaço para a mãe que nasceu junto com a Olívia, no dia 30 de julho de 2008.

Hoje ela sorri muito, brinca sozinha, segura a mamadeira, faz barulhos (incríveis) com a boca, senta-se, tenta engatinhar,  se arrasta e rola pela cama, come um biscoito sozinha e passa as tardes na creche para que a mamãe possa, aos poucos, ser professora, estudante e sonhadora de novo.

dsc092914

aos 7 meses

Cofrinhos…

Publicado por: beckyene em: 8 08UTC Dezembro 08UTC 2007

cofrinho

Não, não há nada de pornográfco neste post.

Liguei a TV no horário do almoço, noticiário local, e tive a impressão de ouvir o locutor falar que a próxima matéria era sobre cofrinhos. ãh?

Tive que assitir a matéria para acreditar que foram usados 2 minutos de programação do jornal local para falar que os “cofrinhos” (não tipo esse aí de cima, aqueles porquinho de barro que levaram uma facada nas costas) são uma ótima forma de economizar. Sério?! Uau, ainda bem que a gente tem televisão para dar uns toques desses bacanas!!!!!

Não acredita? Então confira!

Poesia concretada

Publicado por: beckyene em: 8 08UTC Dezembro 08UTC 2007

Há algumas semanas atrás fui a uma Mostra de poesia concreta aqui em Belo Horizonte. Depois tive que escrever sobre um assunto para um trabalho e publico aqui uma versão resumida. Alguém me perguntou, “mas, finalmente você gostou ou não?”. Bem, essa é minha reposta:

A poesia concreta prega e materializa em seus próprios escritos o chamado experimentalismo poético. Este experimentalismo quebra com o verso tradicional da poesia, propõe um dinamismo com seus versos e textos curtos e principalmente causa estranheza com seus neologismos e suas “brincadeiras” semânticas.

Na Mostra, em uma sala especifica, o recurso visual é intensamente utilizado, dando áudio a diversas poesias, com pequenos vídeos que transformam a poesia em curta metragens de palavras. Com ou sem rimas as palavras vão se remetendo umas às outras, grande parte das vezes numa associação insólita, que trazem ao leitor/espectador estranheza, mas também faz refletir e traçar suas próprias linhas de raciocínio. As associações carregadas de significados fazem de repente “beba coca-cola” virar cloaca e trazem até um tipo de crítica subliminar. Os fonemas que trocam a todo momento de lugar trazem novas possibilidades e entoteiam. Nessa proposta, a poesia concreta cumpre o que promete, torna a experiência de ver a poesia uma viagem ao mundo dos fonemas, dos significantes e significados, substantivos e verbos e não somente vê-la de um novo ângulo, mas vê-la materializada em objetos, imagens e luz.

Depois de ter visto os poemas concretos e os vídeos, o leitor acaba por aceitar e tentar entender o que passa numa outra sala. Um vídeo mostra dançarinos fazendo uma coreografia diferente, não primando, como seria de costume, pela beleza do movimento, mas, com movimentos desconcertantes e inesperados, ora robóticos ora malandros.

O estranho é de alguma forma agradável e nos leva a uma jornada de lógica com as palavras como se tivéssemos acabado de ser alfabetizados. Excluindo apenas a ingenuidade desta época, completamente ausente neste tipo de arte. Ainda há uma outra ausência que chamou atenção. Em um dado momento da exposição, a gente até se esquece que se trata de poesia. A experimentação é tanta que a arte visual toma conta e algumas características próprias da poesia são sumariamente suprimidas. Embora o campo da poesia seja um excelente espaço para experimentação, talvez o melhor e mais óbvio deles, uma de suas premissas mais antigas fica um pouco de lado. A racionalização foi tanta que não sobrou espaço para o sentimento. Não só aquele sentimento romântico de amor ou a depressão bucólica, sentimentos mais óbvios da poesia, mas aquele detalhe que toca o leitor. Aquilo que leva o autor a escrever e que traz a semelhança entre autor e leitor, cria a identificação. O que nos leva a gostar de um poema senão o sentimento embutido que habita nele? O mestre Fernando Pessoa, em sua definição de poeta mais conhecida sentenciou que “o poeta é um fingidor”. Que finge não só “a dor que deveras sente” mas todos os outros sentimentos que irão “entreter a razão”. Onde está aquele sentimento de revolta do poema sujo de Gullar? Ou de angústia, medo, raiva, contrição, desejo ou tédio? Talvez esse último seja o sentimento mais presente no Concretismo. Não querendo dizer com isso que esses trabalhos causam tédio. De entendiantes eles não tem nada. Mas talvez em suas métricas desgovernadas, suas lógicas distorcidas e sua dura racionalização queiram justamente expressar o tédio de uma época e uma necessidade de criar o novo.

Atualizações do Twitter

 

Dezembro 2009
S T Q Q S S D
« Jul    
 123456
78910111213
14151617181920
21222324252627
28293031